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terça-feira, 9 de abril de 2019

A Essência da Alquimia


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A alquimia é uma fonte inesgotável de fascínio e encantamento. Nenhum tema intrigou tanto e tão profundamente os sábios de todas as épocas e latitudes como a transmutação dos metais. Grandes pensadores como São Tomás de Aquino ou Isaac Newton dedicaram-lhe todo o seu talento e sabedoria. A literatura e as artes abraçaram-na desde sempre. A ciência moderna tem vindo, enfim, a demonstrar que muitos dos seus antigos ensinamentos são afinal verdadeiros e rigorosos.

Tudo isto não significa, porém, que a arte de Hermes seja hoje um saber generalizado e facilmente acessível a todos ou que a Pedra Filosofal se tenha convertido numa espécie de bem do domínio público. Bem pelo contrário, a alquimia continua tão obscura e enigmática como nos tempos remotos de Hermes Trismegisto ou Maria a Profetisa.


A alquimia é uma arte divina, a mais valiosa das dádivas de Deus, e só deve ser praticada pelos adeptos sinceros e de coração puro. A sua Pedra Filosofal é a verdadeira quinta-essência universal, capaz de transmutar todos os metais em ouro; é também designada Medicina Universalou Panaceia, pois remove as causas últimas das doenças, e Fonte da Juventude, pois ela é o bálsamo da Natureza que rejuvenesce o corpo e prolonga a vida para além da sua duração normal – é aliás curioso sublinhar que todos os verdadeiros alquimistas tiveram vidas invulgarmente longas para as suas épocas.

Ora, é facilmente compreensível que um bem dessa grandeza não deva cair nas mãos erradas e que a alquimia seja por isso cuidadosa na ocultação dos seus segredos. «Tenho o mundo nas minhas mãos» é uma afirmação recorrentemente ouvida na boca dos poucos que conseguiram aceder ao milagre da transmutação. Conta-se que já em Junho de 1937, o escritor francês Jacques Bergier foi visitado por um estranho alquimista que, antes de ter desaparecido tão misteriosamente como surgiu, o alertou para os perigos da energia nuclear. Aliás, a desintegração do átomo e a investigação atómica foram já consideradas como uma «anti-alquimia» e a bomba atómica como «o oposto à Pedra Filosofal».

A arte alquímica inspirou numerosos livros, mas nenhum deles fala com clareza. Porque os adeptos sempre recearam as acusações de heresia ou os raptos por homens poderosos que os forçassem a produzir ouro, a simbologia desempenha um papel central nos seus escritos e imagens. Diz-se que estes textos «ocultam segredos abertamente», pois enquanto que os versados conseguem discernir o seu significado com clareza, todas as outras pessoas não vêem senão amontoados desconexos de palavras: para além dos símbolos caracteristicamente alquímicos, como o Leão Verde ou o Ouroboros, abundam os enigmas, os trocadilhos e assonâncias. É a chamada Linguagem dos Pássaros ou Linguagem Verde.

Vários filósofos herméticos têm sugerido um método que o estudioso sério pode utilizar como um fio de Ariane para encontrar um caminho através desta obscuridade labiríntica da linguagem alquímica: seleccionar os melhores livros; lê-los e relê-los, comparando os trechos onde eles concordam, pois aí há verdade para ser encontrada. Comparar também onde diferem e como diferem, pois mais descobertas serão feitas. Suspeitar sempre que eles pareçam falar com mais clareza e simplicidade; e meditar nas passagens em que são mais obscuros. Deste modo, o padrão da verdade emergirá gradualmente, tal como a marca de água de um papel colocado defronte da luz.

Só os livros, porém, não chegam. A teoria deve preceder a prática, mas a prática deve, por sua vez, testar a teoria. Apesar de alguns entendimentos em sentido contrário, como os de Jung ou Mary Ann Atwood, a verdade é que não pode haver alquimia sem operações físicas, tal como não pode haver peixes sem água.

O laboratório é o local onde o alquimista realiza essas operações e dele devem constar os aparelhos essenciais à realização da Grande Obra, designadamente o forno, designado atanor, o ovo filosófico e a tigela; e como o fogo do forno deverá estar permanentemente aceso, é também indispensável um tubo de evacuação e uma chaminé, sendo pois necessário que a divisão utilizada, que tanto pode ser a cozinha, a cave ou outra qualquer, possua tais equipamentos.

A esta divisão deve acrescer o oratório, lugar reservado às preces e à meditação – ainda que, por razões de espaço, nem sempre seja fácil instalá-lo. Note-se, aliás, que a palavra laboratorium é composta precisamente de labor e oratorium, pois o laboratório do alquimista é destinado em igual medida ao trabalho e à oração.
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Um laboratório que acabou por se tornar célebre foi o do alquimista inglês John Kellerman, que Sir Richard Phillips descreveu no seu livro A Personal Tour Through the United Kingdom (1928). Phillips fala de uma casa isolada e extremamente desarrumada, repleta com os instrumentos e recipientes habituais. Apenas uma divisão era ocupada por Kellerman; todas as outras estavam fechadas a cadeado e tinham as janelas barricadas.

John Kellerman contou que tinha conseguido produzir ouro e que se tinha oferecido para pagar a dívida externa do país: uma oferta que o Lorde Liverpool recusou em nome do rei. Idêntica oferta tinha sido feita ao governo francês, que também recusou. Afirmou ainda que todos os governos europeus sabiam da sua descoberta e que já tinha sido alvo de várias tentativas de assassinato, pelo que tinha todas aquelas preocupações com a segurança pessoal e andava sempre armado. Pouco tempo após a visita de Phillips, Kellerman desapareceu misteriosamente e nunca mais foi visto.

John Kellerman não é um caso único. Os alquimistas são seres forçosamente tímidos, esquivos e discretos – o que, nos nossos dias de mediatismo desenfreado, pode parecer particularmente excêntrico. Muitos Autores formularam listas dessas e doutras qualidades que devem possuir os verdadeiros alquimistas e que os distinguem dos intrujões comummente chamados de assopradores – uma referência aos foles que eram utilizados para manter aceso o fogo nos laboratórios.

Um daqueles Autores foi Alberto o Grande, que resumiu no seu tratado De Alchimia as virtudes dos verdadeiros adeptos: ele deve ser discreto, calado e não revelar a ninguém o resultado do seu trabalho; ele deve morar sozinho numa casa isolada; ele deve escolher os dias e horas que lhe permitam trabalhar com discrição; ele deve possuir paciência, diligência e perseverança; ele deve realizar a obra segundo as regras previamente estabelecidas; ele deve usar apenas recipientes de vidro ou de barro envernizado; ele deve ser suficientemente rico para suportar as despesas da sua arte; ele deve evitar quaisquer contactos com príncipes e nobres.

Este último preceito é particularmente importante, pois a relação entre alquimistas e poder político foi sempre conturbada. Já em 144 a.C., o Imperador chinês emitia um decreto proibindo expressamente a produção de ouro, no que foi mais tarde seguido pelo Imperador Diocleciano de Roma em 296 d.C., pelo Papa João XXII na sua bula de 1317 ou por Henrique IV de Inglaterra no ano de 1403.

Esta perseguição secular aos alquimistas esteve também na origem das suas viagens constantes e Portugal, país místico por excelência, foi um ponto de paragem preferencial. O grande Paracelso, que aos 14 anos deixou a casa paterna e começou uma série interminável de viagens para conquistar os seus graus na «Universidade Universal», também por cá passou, talvez em 1518.

Outros alquimistas insignes como Arnaldo de Vilanova, Nicolau Flamel, Bernardo-o-Trevisano ou Raimundo Lúlio também deixaram a sua marca junto dos adeptos portugueses. O mais célebre destes será o «Rei Alphonso de Portugal», que surge referido como autor de dois tratados sobre alquimia e que se julga ser Afonso V: um rei culto, místico, cavaleiro e perdulário, que ficou a dever o seu cognome de O Africano às suas incursões contra os muçulmanos em África. Num desses textos, o rei sublinha o carácter cifrado e misterioso da linguagem alquímica e apela à discrição de todos quantos a consigam compreender.
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Será então que todos estes escolhos devem demover os iniciantes da grande viagem alquímica? Sir Francis Bacon gostava de contar a este propósito a fábula do pai que deixou uma propriedade aos seus filhos dizendo que nela se encontrava um tesouro. Os filhos cavaram por todo o lado durante largas semanas sem nada encontrar, mas o campo assim trabalhado tornou-se muito mais fértil porque… era esse o tesouro! Ora, segundo este Autor, o mesmo sucede com a alquimia.

A Pedra Filosofal está em toda a parte e ao alcance de todos, ricos ou pobres. Aceder-lhe é mais simples do que parece, mas exige do viajante perseverança, humildade e um espírito aberto ao maravilhoso por detrás das coisas do quotidiano. Sujeitemo-nos por isso com paciência a esta provação, que é na realidade uma iniciação: «apressa-te lentamente, pois a precipitação é obra do Diabo».



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Daniel Bastos


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Ho'oponopono, conheça e pratique a força curadora que há em suas palavras.

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Você está triste por algo que aconteceu em sua vida? Quer mudar algo, mas não sabe como? Quer criar sua própria realidade e ter melhores resultados? Deseja ter mais consciência sobre si mesmo e sua relação com o mundo?
Então faz Ho’oponopono que tudo muda.
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O que é Ho’oponopono?

Literalmente, na língua havaiana, Ho’o significa “causa”, e ponopono é definido como “endireitar, arrumar, alterar, revisar, ajustar, corrigir, ordenar”. Ho’oponopono significa “corrigir um erro” ou “colocar em ordem perfeita”.

Ho’oponopono é uma prática para a resolução de problemas. São quatro frases que, juntas tem o objetivo de curar, purificar memórias, pensamentos, crenças ou padrões que são responsáveis por tudo o que cada um de nós cria em nossas vidas.
A ideia é fazer as afirmações: “SINTO MUITO, ME PERDOE, EU TE AMO, SOU GRATO” e purificar o que deseja. Mesmo, que não tenha claro no momento, o que faz com que você tenha resultados indesejados. Funciona assim:
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Conheça agora de forma breve a história do Ho’oponopono:

Esta técnica havaiana foi fundada por Sra Kahuna Morrnah Nalamaku Simeona (19 de maio de 1913 – 11 de fevereiro de 1992), que, ao estudar as tradições havaianas, acabou criando e atualizando as bases desses ensinamentos para os tempos modernos. Ela idealizou o Ho’oponopono de Identidade Própria.

HO’OPONOPONO É UMA PRÁTICA RELIGIOSA?

Não! O Ho’oponopono é uma técnica simples e eficiente no que diz respeito a relacionamentos, e não uma prática vinculada a nenhuma religião. A proposta é assumir responsabilidade diante dos acontecimentos de nossa vida e fazer as afirmações: “Sinto muito. Me perdoe. Eu te amo. Obrigado”. Que estão diretamente relacionadas a valores como compaixão, humildade, amor, gratidão, e por isso são terapêuticas e curadoras.
Como Praticar Ho’oponopono?
  1. Identifique. Sempre que algo incomodar, sinta. Perceba isso.
  2. Responsabilize-se. Tome para você a responsabilidade do que aconteceu. Somos 100% responsáveis por tudo o que acontece conosco. Tudo acontece em nós. É em nós que tudo acontece.
  3. Pratique o Ho’oponopono. Repita as quatro frases:
SINTO MUITO, ME PERDOE, EU TE AMO, SOU GRATO
  1. Sinta-se bem.
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Quantas vezes preciso praticar o Ho’oponopono?

Depois de o Ho’oponopono e como praticar, muitas pessoas me perguntam quantas vezes praticar:
Quantas vezes forem necessário. Pode ser muito eficaz pra um problema e um pouco mais lento para outro. Você pode praticar por algumas horas para uma questão ou por dias para outra. Em alguns casos, poucos minutos de prática já te trazem alívio.
Não tem regra, não é como uma receita de bolo. Mas te garanto que funciona de verdade. Como eu sei??? Porque o Ho’oponopono funcionou, funciona comigo e com muitas pessoas que já ensinei. Mas se eu pudesse criar uma regra seria: pense no problema e pergunte-se. Ainda dói? Ainda incomoda? Se a resposta for positiva, continue purificando.
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Pra quem devo fazer o Ho’oponopono?

Aqui está o PULO DO GATO. Você pratica pra você. Quando você está triste com algo que aconteceu em seu país. Ou você está deprimido porque terminou uma relação com alguém importante. Quando você tem algum problema com outra pessoa. Se está triste com o seu pai, com a sua mãe. Qualquer que seja a situação você pratica pra você.
“Tudo acontece em você. 
É em você que tudo acontece.”
Não é para uma pessoa que você faz a oração Ho’oponopono, não é pra ninguém em específico. É para você mesmo.
Então você se pergunta: Como EU contribui para tal coisa acontecesse? O que em MIM precisa ser curado? O que em MIM precisa ser purificado?   Quais as memórias ou crenças que me fazem ter tal resultado recorrente em minha vida?
E então purifique, purifique, purifique.
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Onde e como devo praticar o Ho’oponopono, quantas vezes repetir?

Em qualquer lugar. De qualquer forma. Em voz alta, em voz baixa. Com uma música suave ao fundo. Se desejar pode ter em suas mãos um terço, uma japamala.
Eu por exemplo, já adormeci várias vezes fazendo a oração original Ho’oponopono. E no outro dia acordei sem ao menos me lembrar do que me incomodava.

Se sentir que uma única vez é o suficiente, acredite, é o que você precisa. Há relatos de conquistas quase imediatas com pessoas que fizeram apenas uma única vez o Ho’oponopono.

Os resultados dependem da determinação / verdade com que recitamos as frases. Outro ponto importante é tentar se libertar completamente das expectativas em relação à rapidez que os efeitos aparecerão na sua vida. E lembre-se sempre: a conquista do “milagre” proposto pela técnica está diretamente relacionada ao desapego, amor, aceitação, verdade e gratidão.
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Posso usar apenas as 4 frases ou praticar também a Oração Original ?

Você pode sim praticar apenas as 4 frases, mas seria maravilhoso praticar também a oração ho’oponopono, você vai encontrar o link da oração completa ao final deste artigo.

Uma prece da prática do Ho'oponopono:

"Espírito, Superconsciente, por favor, localize a origem dos meus sentimentos, pensamentos e crenças, relacionados ao medo, negativismo, angustia, desespero, aflição, decepção, tristezas, falta de fé...
Leve cada um dos níveis, camadas, áreas e aspectos do meu ser até essa origem. Analise-a e revolva de forma perfeita com a verdade de Deus.
Atravesse todas as gerações de tempo e eternidade.

Curando cada incidente e seus agregados, com base na origem.
Por favor, faça isso segundo a vontade de Deus, até que eu esteja no presente, preenchido de luz e verdade.
A paz e o amor de Deus, o perdão de mim mesmo, por minhas percepções incorretas.
Perdão de cada pessoa, lugar, circunstâncias e acontecimentos que contribuíram para isso, esses sentimentos e pensamentos.

SINTO MUITO
ME PERDOE
EU TE AMO
SOU GRATO"
Se você desejar fazer a prece original completa, basta clicar aqui. Para acessar um vídeo com a prece original completa veja o vídeo:

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Daniel Bastos


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Psicotarot - O Tarô com aplicação terapêutica

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Psicotarot é o estudo do Tarô com aplicação terapêutica para autoconhecimento, crescimento pessoal, transformação e cura. O Terapeuta no Psicotarot é o especialista que, com conhecimentos psicológicos e espiritual do ser humano, pode então ajudar os outros através do Tarot.




O Tarot é geralmente usado de acordo com dois pontos radicalmente diferentes: o da adivinhação e o terapêutico.  Há então pessoas que interpretam as cartas com o objectivo de prever o futuro e outras que as interpretam como elementos de transformação humana.
Esta é última – o Tarot como Terapia – é a abordagem que trataremos aqui, pois este tipo de interpretação trabalha no sentido de trazer autoconhecimento e explicar bloqueios psico-emocionais, medos e padrões de comportamento que impedem a plena realização das pessoas,  oferecendo então orientações  para resolver essas questões.

O Psicotarot é uma terapia holística (a terapia holística é aquela que envolve todos os tipos de terapias que entendem que a pessoa deve ser tratada num todo: físico, emocional e espiritual). Sua finalidade é mostrar, ajudar e curar, usando nesta ocasião uma poderosa ferramenta simbólica que atinge o inconsciente do indivíduo que são as cartas do tarot. 

Logo, esse processo terapeutico, visa à autotransformação, seu principal objetivo é ajudar à pessoa a ‘se perceber’ e se olhar por dentro. O Tarot Terapêutico mostra como e porque mudar determinadas atitudes em nossa rotina, objetivando a transformação pessoal para uma maneira melhor de viver e perceber a si e a realidade.
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TAROT - "TAR"- Caminho "RO, ROG ou ROS" - da Vida ou Real (Egípcio segundo Gébelin) 

Os termos Tarologia e Tarólogo tem criação atribuida a  Jodorowsky. Alejandro Jodorowsky, é reputado como um dos maiores especialistas no assunto, e seguindo pela mesma linha de Carl C. Jung demonstrou que, para além de um simples sistema de adivinhação, o Tarot é mais que tudo um poderoso instrumento de autoconhecimento e representação da estrutura da alma e por isso transcende o perfil de oráculo, previsão ou adivinhação, que é o uso mais popular do Tarot (chamada de Cartomancia).

Chama-se Tarot Terapêutico porque transcende o perfil de oráculo, previsão ou adivinhação, que é o uso mais popular do Tarot e direciona a um caminho de cura e transformação. 

Enrique Amorós Azpeitia, especialista na área diz que: "quando falo em cura não só me refiro a sair do sofrimento físico ou emocional, mas a identificar, entender e desativar os medos, crenças e outros bloqueios que impedem a realização integral do indivíduo até tornar-se um ser completo, ou seja, até chegar a ser plenamente ele mesmo, pois é para isso que estamos aqui."



Descobrir que o Tarot é um verdadeiro instrumento de introspecção psicológica e espiritual no presente é revelador. A Tarologia estuda a linguagem do Tarô para usá-lo com uso terapêutico. Todas as pessoas que se interessam por essa área podem encontrar no Tarot um mapa de energia de conteúdo que equilibra nossos opostos e conflitos. 

O Tarotologista poderá fazer com que as imagens dos Arcanos falem para que o paciente - ao entrar em contato com essas figuras - perceba uma rápida compreensão e sinta um desbloqueio de sua psique resistente à aceitação do momento, o que desencadeará o entendimento consciente.

Individuação, inconsciente coletivo, arquétipo e sincronicidade são conceitos propostos por Carl Gustav Jung (criador da psicologia analítica), que permitem compreender o uso do tarô como recurso terapêutico. A individuação é o processo pelo qual cada indivíduo se aproxima de sua singularidade e sua totalidade.
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O tarotologista sabe muito bem o princípio dos arquétipos e arquetípicos de Carl Jung que foi um dos grandes estudiosos da linguagem do tarot. Assim, entende-se que toda imagem desperta em nós o que já está em nós. O fenômeno da projeção do autoconhecimento no Tarot é uma das chaves que o leitor tem.

Tem sido dito que o psicólogo suíço Carl Jung descobriu "o Tarot interno" na mente humana com seu conceito de arquétipos. O mesmo pode ser dito que o Tarô já era um substrato da história da mente coletiva em que os arquétipos podiam ser encontrados - as imagens primordiais que constituem a constelação psíquica do ser humano. 

No baralho de 78 cartas, um universo mental mutante é criptografado, através do qual análises podem ser formadas. "Podemos prever o futuro quando sabemos como o momento presente evoluiu do passado", disse Jung. Essa evolução do momento presente é concatenada ao passado, da mesma forma que a mente consciente é subordinada ao inconsciente: a carta do Tarot é uma manifestação visível dessa área, de certo modo, uma sincronicidade que é forçada a emergir.
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Carl Jung, o fundador da psicologia analítica era fascinado no Tarot
Em 1933, em um seminário, Jung falou sobre o Tarot (conforme documentado no livro Visions: Notes of the Seminar, em 1930-1934, de CG Jung, Princeton University, 1997). Essas cartas são, na verdade imagens psicológicas, símbolos com os quais se toca, da mesma forma que o inconsciente parece brincar com seu conteúdo. Eles se combinam de certa forma, e as diferentes combinações correspondem ao desenvolvimento lúdico dos eventos da história da humanidade. 

O processo terapêutico, para Jung, utilizaria técnicas verbais e técnicas expressivas (não-verbais) para auxiliar no processo de individuação. Para dissolver complexos e se aproximar do eu mais verdadeiro, seria preciso conectar-se com o inconsciente – pessoal e coletivo. E os arquétipos seriam, para Jung, uma via poderosa de acesso ao inconsciente. 

Os contos mitológicos, os contos de fadas e o tarô carregariam símbolos universais que resgatam em cada indivíduo uma ligação psíquica com toda a humanidade. Daí a total possibilidade do uso das figuras do tarot com a intenção de compreender o fluxo da vida, possivelmente, até mesmo "prever" eventos futuros (não pela adivinhação, mas pela análise) , sendo que todos os eventos permitem uma leitura das condições do momento presente. 

Na realidade, o homem sempre sente a necessidade de encontrar acesso ao significado de sua condição atual. O que o levou até o momento presente e o que poderá se desencadear no futuro.
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Longe de ser um oráculo de adivinhação, o Tarô é um instrumento divino que nos ajuda a refletir, a nos conhecer melhor, a modificar nossos pensamentos, atitudes e comportamento, transmutando nossas possibilidades para crescer como pessoa e evoluir como espírito, alma imortal gerada pelo Criador.

O Tarotologista desperta sentimentos e reações ao cliente, confrontando-o com sua realidade e circunstâncias atuais através do Tarô. O próprio indivíduo descobre o que realmente sente (como na Gestalt Terapia) e como agir para melhorar sua condição; Assim, problemas, ansiedades, duvidas e medos são transformados por uma nova visão.


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Daniel Bastos
ReferÊncias:

https://guiadaalma.com.br/o-que-e-tarot-terapeutico/

https://www.namu.com.br/materias/taro-oraculo-ou-recurso-terapeutico

https://terapiadotarot.wordpress.com/2016/04/04/o-tarot-terapeutico-e-a-autotransformacao-do-individuo/

http://tarologamargaridafernandes.com/2014/03/o-tarot-como-terapia-tarot-divinatorio.html

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

A Terapia das flores - diferente da terapia floral mas com objetivos semelhantes

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Quando você anda através de um jardim ou em uma floricultura, quais flores normalmente chamam a sua atenção? As rosas vermelhas? Os lírios brancos? A alfazema macia? 

     ATENÇÃO, ESSE TEXTO NÃO É SOBRE TERAPIA COM ESSÊNCIAS FLORAIS

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Com a sua simples presença, as flores têm uma forma mística de levantar nossos espíritos, bem como a energia vibracional de qualquer ambiente. Inconscientemente, tendemos a voltar nossa atenção para as flores que mais se aproximam do nosso estado de ser.
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Cada flor tem uma cor e essência única, cuja vibração corresponde com um ou mais dos sete chakras em nosso corpo. Meditando sobre uma flor particular, é possível abrir e alinhar quaisquer chakras que possam precisar de cura.

De acordo com a yoga, existem sete chakras principais, ou vórtices, que movem a energia vital através de nossos corpos. Eles são os pontos de encontro da consciência e da matéria. Cada chakra vibra em uma frequência diferente e responde às vibrações semelhantes de luz e de cor. Na verdade, chakras são muitas vezes visualizados como flores de lótus.



Se você está sentindo suas emoções bloqueadas, experimente comprar flores que correspondam à vibração do chakra correspondente. Coloque então as flores em um ou vaso onde você possa vê-las muitas vezes por dia.

Você também pode usar uma foto ou pintura daquela flor. Quando você contemplar a flor reflita sobre as qualidades que você gostaria de desenvolver. Por exemplo, se você está com falta de força de vontade, você pode estar com o chakra do plexo solar bloqueado.
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O Dubai Miracle Garden é o maior jardim de flores do mundo no meio do deserto

 
TERAPIA DAS FLORES PARA ABRIR E EQUILIBRAR CADA CHAKRA
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 CHAKRA DA RAIZ










Também conhecido como MULADHARA, o chakra raiz está localizado na base da coluna. Ele inclui as três primeiras vértebras. Essencialmente, é o chakra da "sobrevivência" que carrega as energias de estabilidade, segurança e fundamenta as emoções mais profundas a respeito de seu corpo físico.  

É representado pela cor vermelha e é o mais lento de todos os comprimentos de onda no espectro visível, mas também o mais fisicamente estimulante. Se o seu chakra raiz está bloqueado e você estiver se sentindo instável, inseguro ou com medo, experimente plantar ou comprar algumas rosas vermelhas, hibisco ou flor-do-natal.
                                                                    



 CHAKRA SACRAL









O chakra sacral, ou svadhisthana, está localizado entre o osso púbico e umbigo e abrange os sistemas, genital e urinário. É responsável pela expressão criativa, a manifestação e questões de controle e sexo. Ele corresponde à frequência vibracional laranja e é representado pelas flores: lírio, calêndula e ave do paraíso. 


  CHAKRA DO PLEXO SOLAR








O chakra do plexo solar, ou manipura, está localizado entre o umbigo e o esterno. Está associado com intelecto, auto-estima, auto-confiança e força de vontade. Sua cor correspondente é a amarela e é simbolizado pelas flores, dente-de-leão, narciso e madressilva. 

Quando você está com falta de força de vontade ou de confiança, medite sobre uma dessas flores e se concentre nas qualidades de assertividade e confiança.
                  


CHAKRA DO CORAÇÃO










O chakra do coração, ou anahata é a ponte entre os chacras inferiores da matéria e os chakras superiores do espírito - o ponto de encontro de corpo e espírito. Ele inclui todo o sistema circulatório e sistema imunológico. 

Como o próprio nome sugere, é o chakra do amor, da compaixão e da generosidade. Isso inclui o amor pelos outros, por nós mesmos e por Deus. Este chakra está associado com o verde que se encontra na grama, nos caules e nas folhas de todos os tipos. 

Como o amor também está ligado à cor vermelha, muitas flores associadas ao chakra do coração, podem também apresentar a cor vermelha ou rosa. As flores associadas ao chakra do coração, incluem: rosas, cravos, azaléias, hibiscos e orquídeas.



CHAKRA DA GARGANTA









O chakra da garganta, ou vishuddha, inclui o pescoço, tireóide, queixo, boca e língua. Ele carrega as energias de expressão verbal e representa a nossa verdade mais elevada. 

Ele vibra na cor azul e é representado pelas flores: jacintos e glória-da- manhã. Se você sente que sua comunicação com um parceiro(a) não está fluindo, ou que não está sendo ouvido(a), é hora de colocar uma dessas belas flores azuis em sua casa e meditar sobre o valor de expressar a sua verdade mais elevada.
                                                




CHAKRA  DO TERCEIRO OLHO

  







O sexto chakra é o chakra do terceiro olho, ou ajna. É o centro da intuição. Está localizado entre as sobrancelhas e está associado com a cor índigo. Você precisa abrir sua intuição?  Então enfeite a sua casa com hortênsia, violeta ou petúnia.
         


 CHAKRA DA COROA









O chakra da coroa, ou sahasrara, representa a iluminação e a conexão espiritual com nosso eu superior. Está localizado na coroa da cabeça e se expressa nas cores: violeta e branco. Para desenvolver sua conexão mais elevada, cerque-se de lírios brancos, jasmim, ou gerânios.
                     

E aí, gostou? Entende porque você se sintoniza mais com algumas flores do que outras? Aproveite essa energia, cerque-se de flores e ponha mais beleza em sua vida. 

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Daniel Bastos

ReferÊncias:

http://universodaespiritualidade.com/DESCUBRA-QUAIS-AS-FLORES-QUE-TM-O-PODER-DE-EQUILIBRAR-SEUS-CHAKRAS

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